Clássico é clássico. E não importa quanto tempo se passe, a Piada Mortal de Alan Moore sempre vai ser referência. O ótimo enredo, a arte incrível e o polêmico final que divide opiniões. Confira nosso especial sobre umas das melhores histórias do Homem Morcego de todos os tempos.
SINOPSE
Com a intenção de provar que qualquer homem pode ficar louco tendo um dia ruim, Coringa arma um terrível plano contra o comissário Gordon, atacando ele e sua filha Bárbara Gordon quando menos esperavam. Com Gordon em posse do vilão, uma série de torturas psicológicas pesadas são usadas contra ele, levando o comissário ao limite da loucura e da sanidade. Enquanto isso temos Batman atrás de seu arqui-inimigo, disposto a oferecer um tratamento para resolver os problemas psicológicos de Coringa. Paralelamente, temos flashs mostrando o passado até então secreto de Coringa e os motivos dele se transformar no palhaço do crime.

ANÁLISE

Mas uma das coisas mais incríveis dessa revista é mostrar que Batman e Coringa são o que são apenas por suas escolhas, afinal são muito parecidos. Os dois tiveram um dia ruim no passado que definiram o que eles são hoje. Claro que cada um a seu jeito, mas como o próprio Coringa fala para o morcego "Seu dia ruim o deixou louco como qualquer um... só que você não admite! Senão porque se vestiria como um rato voador?!" Alan Moore quis mostrar nessa história que a ligação entre os dois é mais do que a de arqui-inimigos, é como se um entendesse o outro. Por esse fato Bruce se propõe a ajudar a trazer o palhaço de volta a razão, culminando em uma das cenas mais antológicas, onde Coringa recobra sua sanidade e afirma ser covarde e fraco, e que é tarde demais para voltar. Precedendo esta cena temos outra tão rara quanto, Bruce Wayne, o Batman não só ri da piada contada por sua contraparte, como gargalha de maneira jamais vista. Alguns acontecimentos em a piada mortal marcaram para sempre as histórias do Batman, sendo mantidas até hoje, algumas chocantes como o que ocorre com Bárbara Gordon, que afeta Bruce como Batman até os dias de hoje. Outros fatos ainda intrigam os fãs, como o resultado da tortura feita em Gordon e a polêmica conclusão. Afinal de contas o morcego mata ou não seu inimigo? O roteiro deixa isso em aberto de maneira sensacional.

Além de reconhecermos a ótima qualidade do roteiro temos também que parabenizar o desenho de Brian Bolland, que conseguiu ilustrar algumas das cenas mais marcantes de toda a carreira (extensa) do morcego. Seu traço realista e sua habilidade em combinar perfeitamente luz e sombras contribuem e muito para a história. Na edição especial onde as cores foram realçadas e um excelente efeito preto e branco durante os flashbacks, a arte fica ainda mais incrível. Algumas cenas se eternizaram, como a cena em que Coringa dá o seu primeiro "sorriso" apôs ter se transformado. A cena é tão clássica que até hoje é uma das imagens mais conhecidas dele. Conclusão, uma história fantástica e fascinante, temas pesados, origens e respostas, tudo isso fez dessa história o clássico que é. E junto de Batman - O Cavaleiro das Trevas e Batman - Ano Um, esta é sem dúvida um das histórias mais importantes protagonizadas pelo morcego, mesmo o foco sendo totalmente em cima do Coringa, que como um dos melhores vilões já criados, merece e muito histórias tão caprichadas quanto essa.
Nome: A Piada Mortal (The Killing Joke)
Páginas: 48 (única edição)
Lançamento: Março 1988
Roteirista: Alan Moore
Desenho: Brian Bolland
Editora: DC comics
Prêmios recebidos:
Will Eisner Comic Industry Award (Melhor desenhista, escritor e graphic novel)
Harvey Award (Melhor história, desenhista, graphic novel e colorista)

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